segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O caro preço da vaidade!

MGOS


Quinta passada (20/10), resolvi fazer um banho de brilho no meu cabelo! Uma nova tecnologia, na qual os cabelos ficam com as cutículas fechadas e com bastante brilho, além de diminuir o volume. Pois bem, fui informada que poderia lavar a cabeça após três dias, para que o produto penetrasse bem. E como sou uma cliente obediente, resolvi que seria dessa forma. Entretanto, durante a noite, a cabeça coçava sem parar, como se estivesse até machucada. Dia seguinte fui ao salão mostrar a cabelereira. Ela examinou rápido, dizendo que não havia nenhuma ferida,  e asseverou ter clientes com mais de 80 anos que usam o produto sem nenhuma reação,  mas, que eu poderia lavar a cabeça se quisesse. Chegando em casa, foi a primeira coisa que fiz, no afã de poder me livrar da coceira. Até melhorou um pouco, mas ainda coçava bastante no sábado, e antes de dormir,  ao me olhar de novo no espelho, levei o maior susto! Minha testa, parecia a do Frankstein, inchada e com a demarcação crânio-parietal, bem perceptível.  De saída desconfiei  da ação de algum dos  remédios usados, em função de problemas de coluna. Quanto à cabeça, mesmo sendo um pouco maior que a de muitas mulheres  como podem ver na foto,  a testa estava muito proeminente, além do meu normal.

Então fui dormir pensando e rezando para acordar melhor no domingo. Ledo engano! Pela manhã, ao perceber que ainda estava bem inchada, mostrei para o marido, e resolvemos ir a uma clínica. Chegando lá, o médico apalpou, confirmou o inchaço, descobriu a coloração meio avermelhada do couro cabeludo, e perguntou se além do produto aplicado, eu tinha pintado também o cabelo, no que aquiesci afirmativamente,  e tive de concordar com a opinião dele, ao dizer :"Como um produto que deixa sequelas assim pode ser bom para o cabelo?"  E ele é bem  jovem, parece mais novo que minha filha de 32. Mas, sou da opinião que  de vez em quando levar uma chamada de alguém mais novo também desperta os mais velhos! Principalmente se está sem razão. Daí, receitou um antialérgico, recomendou tomar de oito em oito horas, e disse para eu lavar de novo a cabeça quando chegasse em casa. E foi o que fiz, para melhorar o quadro da alergia. Ao entardecer de domingo, a coceira praticamente acabara, mas,  e meu rosto se modificara e muito!
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Imaginem como fiquei assustada novamente ao me olhar no espelho e perceber a mudança, agora eu começava a ficar igual uma pessoa que sofreu um espancamento facial, mas como sou otimista, pensei: "Amanhã isso estará melhor"!
Outro engano, na segunda dia 24/10 eu estava exatamente como alguém esbofeteado no rosto, sem dó nem piedade! A aparência era tão estranha que corri para minha dermatologista de manhã, e à tarde ao meu oftalmologista, pois sentia um pavor só de pensar que se as bolsas nas pálpebras estourassem, o estrago poderia ser ainda maior, uma vez que tenho glaucoma.  Ainda bem que a dermato é muito reponsável, e pediu por escrito para o meu oftalmo que a medicação mais precisa, deveria passar pelo seu consentimento, dado minha situação,  e  aparência de lutador de boxe, depois de uns bons sopapos. E, com eu havia desconfiado no início, foi mesmo o uso de um dos remédios, cuja ação anti-inflamatória, entrou em choque com a química do tal "banho de brilho", e gerou todo o problema, ela explicou. Pediu para eu suspender a medicação e,  entre continuar com dores em alguns lugares do corpo, ou ficar sem enxergar direito por algum tempo, devido ao aumento das pálpebras, eu lógico, optei pela primeira opção.
  
Dessa maneira, depois de passar o dia de segunda (24/10),  andando de um médico à outro, chegamos a um consenso e fui medicada também com cortizona injetável. Único medicamento  de efeito eficaz, no momento. Minha aparência era tão esdrúxula, que não ousava tirar os óculos escuros, nem nos ambientes mais fechados. Até mesmo, os médicos tiveram de me lembrar que eu precisava  ficar sem os óculos, para que eles vissem meu rosto por inteiro. Afinal de contas, não tinham o poder de ver através das minhas lentes o tamanho do estrago. Ao anoitecer, já em casa, e ainda me escondendo por detrás de óculos escuros, de mim mesma a essas alturas,  tomei a mais sábia de todas as decisões com respeito ao meu cabelo: "Doravante, por mais opacos que eles estejam, eu vou recusar qualquer banho de brilho químico ainda mais se estiver tomando algum medicamento". Porém, segundo o farmacêutico que me aplicou a injeção, esse aspecto vai regredir, e como sou otimista,  eu assim espero,  quero e rezo!

Nessas horas também aprendemos como dar maior valor à vida! Afinal de contas, não há coisa melhor que voce andar na rua sem precisar ficar com receio de brincar com as crianças. Fala sério, elas são extremamentes sinceras e demonstram no rosto quando a situação é de mêdo. E algumas nem se importam de perguntar :"Você caiu, ou brigou com alguém tia?"
Ops...

sábado, 17 de setembro de 2011

O Tempo não pára!!!

MGOS

A primeira vez que ouvi essa frase foi pela boca do Cazuza, mas talvez tenha sido Einsten ao criar a teoria da relatividade. E, para quem pensa o contrário, é só esperar e dar uma passada em frente ao espelho de vez em quando. Agora já não importa, o tempo já passou mesmo. Pelo menos no nosso caso, meu e do meu companheiro, o avô da Thaina e do Thiago.
 
Nessa quarta (14), fizemos exatos 38 anos de união, comunhão, conjunção,  já nem sei mais. Se somarmos os cinco de namoro, lá se vão 43 anos. Só sei que o tempo passou e a força da gravidade deixou marcas. A foto não nos deixa dúvidas! Já fomos jovens, com vastas cabeleiras, sem nenhum fio branco e sem rugas!

Então para não passar em branco fizemos uma degustação a dois. Com  vinho, pastas, torradinhas e frutas, tudo arrumadinho, bonitinho. Mas, nada de ficar procurando fotos antigas, do tempo do namoro, ou dos colegas da juventude. Principalmente, se entre estes houver um ou uma ex. E também por que vamos perceber como o tempo passou. Nesses momentos o bom mesmo é não lembrar de muita coisa, porque a gente pode acabar tendo uma crise de melancolia. Falamos do tempo, do trânsito, das coisa do dia-a-dia, da família, ou  melhor, dos netos, se os tivermos. Fala-se o menos possível e a música completa o ambiente. Podemos ouvir todo estilo, sem entretanto nos atermos muito aos que nos lembram  a época de namoro, por que isso denota ainda mais como o tempo passou, e claro, nesse instante percebemos que a chama continua acesa, pelo menos na mesa como podem ver.

Lá pelas tantas eu  comecei  a bocejar, pois o sono já "batia a minha porta". Confesso ser a única coisa para a qual eu não me oponho nem em momentos de grandes comemorações, como esse. Afinal de contas, mesmo sendo difícil em dias de hoje tanto tempo de permanência ao lado de uma mesma pessoa, apesar dos altos e baixos, podemos nos considerar pessoas perseverantes. A gente persevera, na espectativa de um melhor e mais forte entendimento, no dia de amanhã, assim como esperamos no amanhecer, ver de novo o sol brilhar e uma linda rosa se abrir no nosso jardim!
VALEU A PENA!

domingo, 10 de julho de 2011

Anaiê!!!

Mgos


Voces podem imaginar como uma avó ou avô se sente nessa época do ano? É como voltar no tempo. E nada como uma boa festinha de caipira na escola dos netos!


Nossos olhos brilham e acompanham frenéticos as danças das quadrilhas das turminhas, principalmente aquelas das quais nossos queridos netinhos fazem parte. Engraçado observar o entusiasmo dos adultos, quase sempre maior que o dos pequenos dançarinos!

Para as professoras, apesar do desgaste físico na preparação dos alunos, fica provavelmente o sabor do aplauso pela obra bem apresentada. É um tal de flash disparando sem parar na direção do palco, e um deslocar nervoso de pais, tios e avós, procurando o melhor ângulo para a foto. Isso, sem falar no orgulho das mães observando os filhotes, satisfeitas pelo resultado final dos seus trabalhos. Ter gerado um rebento tão encantador, e o de ter ficado por vezes acordada até tarde na véspera da festa, preparando algum pratinho de doce ou salgados para colaborar, ou dando os retoques finais nas roupinhas que serão usadas, e precisam estar impecáveis. Afinal, nenhuma delas quer ver o filho com a roupa rasgada. Só remendada e já basta!

Olhando as festas juninas da atualidade, principalmente às das escolas, notamos apesar da animação, como as coisas mudam. Por isso mesmo, nós do grupo da terceira idade, precisamos ficar cada vez mais antenados com essas mudanças. Os adolescentes, quando não estão em paqueras, ficam plugados na rede, ou falando ao celular, e muito poucos querem ainda dançar a quadrilha. Para os menores, do maternal e prézinho, por exemplo existem brinquedos mais apropriados às suas traquinagens; - as camas elásticas, os labirintos e os espaços com bolas coloridas, fazem muito mais a alegria deles que esse negócio de dança ensaiada, que por vezes, os deixam atrapalhados. E quando se atrapalham, atrapalham os (as) parceiros (as) também, lógico. Mas é muito gostoso olhá-los nessas horas, e geralmente, temos até de prender o riso.

Ainda bem que as meninas, e minha neta é uma dessas, não deixam a peteca cair e ainda, com raras exceções, gostam bastante da dança. Óbvio, que acompanhando as mudanças, hoje em dia as coreografias são modernas e as músicas também, quase sempre desses grupos de forró Pé de Serra. Daí o visual fica bem inserido bem atual...

Ah! E as guloseimas? Juro que esqueço dieta, recomendações médicas e como todas aquelas guloseimas típicas dessa época, com o maior prazer, e sem nemhum remorso! Se ainda faltam doze meses para a próxima festa, por que me preocupar? Até lá eu posso perder qualquer peso extra, e também ficar em forma para dançar a quadrilha, voces não concordam?!!!

sábado, 18 de junho de 2011

Inventando passos!

MGOS


Nossa! Thiago, meu neto, ainda vai fazer tres anos em setembro e já demonstra bastante criatividade. Adora música e tem muito entrosamento com os ritmos musicais. Tem como dizem na gíria "balanço". Dia desses aqui em casa, ao perceber o barulho da grelha elétrica onde giram os espetos do churrasco, iniciou uma dança num pé só que divertiu todo mundo. Durante uma boa hora foi o principal atrativo do churrasco. E claro, nós os avós, sua platéia mais empolgada. Ah, ele também gosta de sentar ao teclado e já improvisa alguns sons. Em momentos assim nem percebemos como somos bobos quando estamos avós, não é mesmo? Em tempo, essa exibição ocorreu bem antes da irmã mudar de atividade.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Delicadeza X acrobacias

MGOS

A minha querida neta Thaina vai mudar de atividade física!

Bem, para quem não sabe, ela está com quase sete anos e, depois de fazer capoeira por quatro anos, chegando ao cordel laranja, ela agora vai experimentar o ballet. Imaginem como estamos alegres, e torcendo para que aconteça o mesmo encantamento, quando do contato dela com a capoeira.

Apesar de entendermos que toda e qualquer forma de expressão corporal voltada para algum método de aprendizado, como o jogo de capoeira, a dança de rua, ou street dance como dizem os americanos, devam ser cultuados e incentivados, espera-se também que entre algumas meninas e o ballet ocorra uma maior simbiose. Pelo menos dessa forma, a tão esperada delicadeza e feminilidade deve aflorar e possibilitar à menina atitudes e posturas, como as da maioria das garotas freqüentadoras das escolas de dança. Gestos mostrados por elas, no dia-a-dia, como subir e descer degraus quase na ponta, e de modo silencioso, sentar corretamente, costas retas, e pernas incrívelmente transpassadas uma sobre à outra, fala modulada e mansa; A mágica de usar um salto quinze e pisar com delicadeza, sem ter dor nos pés, pois que a esta se acostumam desde os primórdios do aprendizado. Conseguir manter os cabelos sempre muito bem arrumados e, ainda por cima, trazer no rosto um sorriso impecável! Enfim, tudo que sonhamos nós mulheres normais, e que não freqüentamos uma academia de ballet, atividade artística divulgada entre nós brasileiros, nos períodos de 1913 e 1917, com as apresentações das Companhias de Danças de Diaghilev, ou Ana Pavlova em 1918 e 1919.
Então, pelos motivos acima mencionados e muitos outros, estou aqui torcendo para que a nova etapa de aprendizado na vida da minha linda neta seja bem longa e profícua!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Isso é trabalho duro!

MGOS




Vejam a disposição desse pessoal da Comlurb. Nessa quarta (25), estiveram na rua onde moro aqui na Taquara, e depois de um árduo trabalho prepararam a centenária árvore, que ameaçava cair a qualquer momento e causar um grande estrago, para ser devidamente retirada pela mesma Comlurb, com o apoio de caminhão guindaste. Os rapazes da foto, Rafael e Huoton, e mais outros dois colegas que fazem parte da equipe, dizem ser procedimento corriqueiro em Jacarepaguá, Barra e Recreio as retiradas de árvores desse porte. Em geral, por ameaçarem casas e colocarem até pessoas em risco de vida. Essa por exemplo, ficava na calçada junto à entrada de um condomínio, por onde transitam pedetres, carros e trabalham o pessoal da portaria. Já não possuía mais as raízes que lhe davam suporte, dessa maneira, elas se tornam uma armadilha a qualquer momento. Até por serem em geral muito grandes. O pessoal da Comlurb mais uma vez está de parabéns!!!



terça-feira, 10 de maio de 2011

Quantos anos você tem vovó?

Mgos

Bela pergunta! Se feita por um (a) neto (a), você tem mais é que dar uma boa risada. Foi justamente essa a minha reação, diante da perplexidade de minha neta de seis anos ao me interrogar com a frase título desse post. Ela explicou entre curiosa e duvidosa, sem entretanto deixar de mostrar um risinho no canto de boca, ou ( de ironia mesmo), como dizem os adultos, que seu avô, no caso, meu marido, disse-lhe estar eu muito velhinha. Claro, foi uma gozação da parte dele, mas crianças não entendem assim como nós. Por incrível que pareça, esses pequeninos de hoje levam tudo a sério mesmo!

Sentou-se à minha frente na cozinha, onde estávamos eu e a outra avó, mãe da mãe dela, e falou:

-"É verdade que você está bem velhinha?" Eu argumentei com outra pergunta:

-"O que você acha?"

Ela olhou para mim, começou a rir, disse que não acreditava no avô, eu a imitei, a outra avó também, e tudo acabou em boas gargalhadas. Nessas horas precisamos usar a sabedoria, respirar profundamente e rir...

Sabem como é, união de quase 40 anos entre homem e mulher, por vezes nos embaraçamos até diante dos netos, para explicar que em relações jurássicas assim, os protagonistas podem mesmo parecer muito velhos (as).

Ao insinuar meu estado de anciã ele tentou claro, me tirar do sério! Mas como "macaco (a) velha não bota a mão em cumbuca"- essa é mais velha que minha bisavó -. Eu usei de esperteza e não sucumbi.

Mas, se ele em vez de insinuar ser eu uma "velhinha" dissesse "velhaca", aí sei não...
A coisa com certeza não iria acabar tão bem assim!

Momento de doação

Mgos

A natureza sempre se encarrega de nos suprir daquilo que mais necessitamos para o momento. Quando criei o blog estava em meu momento de doação. Atualmente é mais de dor que de ação! São quatro hérnias de disco, cifose, escoliose, artrose, e redução de espaços entre a 6ª e 7ª vértebras, mais uma linda bursite no ombro direito! Tudo assim misturado, doendo e limitando meus movimentos, portanto, devo aguardar...
Logo, ela, sábia natureza, me asculta, interroga e espera. Principalmente por que sabe que eu vou melhorar com a Graça de Deus e as tecnologias da fisioterapia! Então me deixa à vontade para eu decidir depois. Pois me conhece como realmente sou, e não da maneira como aparento ser!